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16 de abril de 2015

Não basta ter títulos de Mestre e Doutor, tem que saber ensinar!!!!!

          Para ensinar em uma instituição de ensino superior hoje, necessita-se de títulos de Mestre e Doutor o que torna o mercado mais complexo e qualificado. Qualificado sim em termos de currículo, professores com uma bagagem maior de conhecimento teórico, mas muitas vezes pobre em prática da arte de ensinar. 
           É nítida a presença de professores qualificados, motivados a ensinar e ao mesmo tempo, percebe-se um grande número de professores que estão despreparados, perdidos no quesito docência do ensino superior. Perdidos porque não sabem planejar de forma mais atrativa, dinâmica. São extremamente dependentes de recurso como datashow e que se o mesmo apresenta problemas, o professor não consegue dar aula, fica perdido seja porque não sabe o conteúdo, não tem um segundo plano/estratégia ou porque não se planejou passando então a enrolar ou como eu poderia dizer "ficar enrolado".
           Para que serve a disciplina de métodos e técnicas de ensino? Para que existe esta disciplina se o professor não os coloca em prática? O professor não é mais aquele agente transmissor do saber onde o aluno escuta, memoriza de maneira passiva. Atualmente, é importante que o docente transmita o conteúdo de forma interativa com o discente utilizando as técnicas de ensino para que o conhecimento possa chegar até ele, aluno.
            Portanto, esse é mais um desafio dos gestores de instituições de ensino superior, conseguir professores que estejam aptos a dar aula de forma que haja uma interação do professor com o aluno onde o docente tenha sim o dom de ensinar e não o de enrolar.
             Existem várias técnicas de ensino que os docentes podem utilizar de forma a tornar suas aulas mais diversificadas como:

          1) Estudo dirigido: Esta técnica é realizada em sala de aula de maneira individualizada. O professor elabora previamente um roteiro de estudo e entrega ao aluno. Em vez de o  docente apresentar o conteúdo de forma expositiva, o aluno irá estudar por meio do roteiro sendo depois interessante promover uma discussão sobre o assunto. O estudo dirigido pode se tornar um bom ou mau aliado do professor, o que vai depender neste ponto serão os objetivos da aula. Pode ser executado dentro ou fora de sala de aula. Esta técnica tem os seguintes objetivos:
              - Fazer com que o aluno aprofunde o conteúdo do texto didático;
              - Desenvolver no aluno a reflexão acerca do que está sendo estudado;
              É uma técnica que se torna indispensável quando se tem o objetivo de fazer com que o aluno fixe ou revise o conteúdo.

            2) Seminário: O seminário é destinado a um grupo de alunos que irá apresentar, debater determinado conteúdo sob a supervisão do professor. É importante que durante a apresentação do seminário seja evitado discursos para que a não fique monótono. O seminário se bem elaborado, supervisionado, oferece ao aluno a oportunidade de se desenvolver  tanto intelectualmente por meio da investigação do assunto, como oralmente. Quanto ao papel do professor, é importante que o tema do seminário fique bem claro assim como os objetivos. Recomendar bibliografia também faz parte do papel do docente. Quanto ao papel do aluno, cabe a ele ler a bibliografia sugerida e estudar previamente o assunto a ser debatido. Materiais e recursos que serão utilizados também ficam a cargo dos discentes. O tema pode ser apresentado por meio da exposição oral ou debate. Para que haja êxito será necessário o empenho tanto do professor como dos alunos.

              3)  Aulas expositivas: Esta técnica passou a ser muito criticada, vista como ultrapassada e quem adotasse era contra as inovações tecnológicas em sua prática pedagógica. Neste modelo o professor era visto como o centro e o aluno como um mero ouvinte, memorizando passivamente o conteúdo. Atualmente, as aulas expositivas são importante e podem ser bem sucedidas se o professor souber desenvolver. É necessário que ao apresentar o conteúdo, o docente interaja com o aluno de maneira ativa havendo a troca de experiências, a contextualização porque o professor aprende sim e muito com o aluno. É importante que seja estimulado o pensamento crítico do discente durante a exposição tornando então a apresentação mais dinâmica.

              4) Discussão em classe: É um dos métodos mais adequados ao ensino universitário. É rejeitado por grande parte dos professores porque muitos pensam que é perca de tempo. Se bem planejado e desenvolvido a discussão em classe pode se tornar um momento muito rico, de troca de experiências. É importante que o professor durante a atividade exerça a liderança de modo que a turma não fuja do assunto previsto. É uma técnica que incentiva os alunos a ouvir a contribuição dos colegas de forma respeitosa e também a se expressar oralmente perante a turma. É importante para a realização desta atividade que o professor domine o conteúdo a ser debatido.




30 de dezembro de 2014

Coordenação Motora Fina

   Fonte da figura: http://educacaoespecial-nedivonfruauff.blogspot.com.br/2013/08/atividades-de-coordencao-motora.html

É a capacidade de controlar os pequenos músculos para determinados exercícios como: recorte, perfuração, colagem, encaixes, etc. 
     Envolve:
     -  A coordenação viso motora que é a capacidade de coordenar os movimentos em relação ao alvo visual;
     - A coordenação viso manual que á a coordenação entre a visão e o tato. É esta coordenação de pequenos músculos que é responsável de preparar a criança para a escrita. É importante que se desenvolva três particularidades da coordenação: a destreza, a velocidade e a precisão que resultarão em uma escrita com qualidade, legibilidade, capricho e ritmo.
     - A coordenação musculofacial está diretamente relacionada
com os músculos da face.

     Atividades práticas:
     1) Pentear-se; catar objetos no chão; colocar água do balde na garrafa;
     2) Jogo de pega varetas; escravos de Jó; jogos de 5 Marias e bola de gude;
     3) Pintura com dedos dos pés;
     5) Rosquear e desrosquear tampas de vasilhames;
    6) Fazer um nó simples; um laço; dobraduras; abotoar; modelagem; costurar cartões perfurados; apontar um lápis; pintura com pincel; bordado;
     7) Recortar; rasgar; colagem de pedaços de papel; perfurar papéis de texturas diferentes.

28 de dezembro de 2014

Coordenação Dinâmica Global

            Uma das fases mais importantes para se trabalhar a coordenação motora vai do nascimento até oito anos de idade. Devem ser trabalhados aspectos como: motor, intelectual e sócio-emocional.
          É nesse período, entre o nascimento até oito anos que se instalam as principais dificuldades e que se não forem sanadas e exploradas a tempo, podem trazer prejuízos na escrita, leitura e sociabilização.
          Para que a coordenação dinâmica global tenha um bom desenvolvimento é importante partir de propostas simples para atividades específicas e complexas.
          Dos três aos quatro anos, as atividades devem envolver a noção de amplitude de movimentos porque a criança já tem uma noção boa de espaço a sua volta e do seu corpo em relação ao espaço. Com cinco anos aproximadamente podem ser inseridas atividades que envolvam os membros inferiores e superiores. Com seis anos, os movimentos dissociados podem ser incluídos. Já com sete a oito anos aproximadamente é o momento de aperfeiçoar as habilidades adquiridas. Com nove anos desenvolver a mecanização e aceleração dos movimentos.
           É no período entre os sete aos doze anos que se desenvolvem valências como força, velocidade, resistência, coordenação e habilidade daí a importância de serem incentivadas atividades que trabalhem e desenvolvam estes aspectos.
                   Segundo Geraldo Peçanha de Almeida em seu livro intitulado  Teoria e Prática em Psicomotricidade, ele afirma que "Se a criança conseguir acompanhar uma dança trabalhada pelo professor, se a criança conseguir acompanhar uma atividade física com movimentos associados e dissociados, se a criança tiver um certo ritmo, se a criança possuir equilíbrio, poderemos dizer que ela apresentará uma coordenação motora global satisfatória".


  Fonte da imagem: http://4.bp.blogspot.com/-7-dbEZhqxOE/VKCICrna15I/AAAAAAAABCY/UbeGXD1S63A/s1600/clip_image002.jpg

         Sugestão de atividades referentes aos movimentos amplos do corpo:

          1) Andar com uma bola entre as pernas; na ponta dos pés; com o calcanhar; agachado; em todos os sentidos; de quatro; de joelhos; por cima de objetos colocados no chão; sobre um banco.
         2) Saltar de diferentes formas: com um pé só; com os dois pés; de cócoras; por cima dos objetos; de um ou dois degraus de escada; de uma mesa; o mais longe possível, de arco em arco.
            3) Engatinhar para frente; para os lados e para trás; erguendo uma perna e depois a outra, para apanhar o objeto determinado; rápido e devagar; desviando obstáculos; em padrão cruzado.
            4) Atirar bolas; petecas.
            6) Arrastar-se livremente pelo chão; passar por dentro dos túneis, pneus, caixas, etc.
            7) Brincar de trem; amarelinha; em fila indígena, segurando-se pelos ombros.
            8) Lançar uma bola contra a parede e apanhá-la; lançar uma bolo ao ar e apanhá-la.
            9) Rolar uma bola; driblar.
           10) Caminhar com caixas de sapatas em cada um dos pés.
           11) Entrar em caixas de papelão.
           12) Brincar com malabares: fitas; laranjas; garrafas plásticas.  

26 de dezembro de 2014

Voltando ao blog

Estou um bom tempo sem atualizar o blog porque muitas foram as mudanças. Mudei de emprego e agora trabalho como orientadora educacional. Estou novamente nos bancos acadêmicos como estudante de psicologia, o que torna o tempo ainda menor devido aos estudos e leituras. Tudo muito corrido sem falar dos papeis desempenhados como esposa, mãe, dona de casa... Tentarei novamente atualizar com maior frequência já que agora estou já adaptada as mudanças!
Quero desejar a todos um 2015 repleto de realizações. Que o Mestre Jesus continue iluminando, protegendo e irradiando todos nós com sua luz divina. Um Ano Novo de muito sucesso a todos!!!!!


6 de outubro de 2013

A ética familiar e a educação

Da Veja:

O dilema da criação de filhos no Brasil: a ética compensa?

Pais temem ensinar virtudes às crianças e torná-las presas fáceis em um país onde o dever e a verdade parecem vencidos pela mania de levar vantagem

Gabriela Loureiro
Dilema
"Fazer o certo ou ser feliz?", o dilema que mobilizou filósofos gregos se repete na criação dos filhos (Enrico Fianchini/Getty Images/Vetta)
 
A dentista Márcia Costa abomina infrações às leis de trânsito. Em especial, a prática adotada por muitos pais de parar o carro em fila dupla, interrompendo o fluxo de veículos, para deixar os filhos na porta da escola. Ela prefere estacionar seu carro mais longe e fazer os adolescentes caminharem até lá. Não satisfeita, reprova publicamente os motoristas que alimentam a irregularidade. Os filhos protestam: "Que mico!", diz Beatriz, de 15 anos. "Mãe, assim é você quem acaba sendo a chata da história", afirma Lucca, de 12. A guerra à fila dupla envolveu até o marido de Márcia, Marcelo, que certo dia colocou a convicção da mulher à prova: "Você quer estar certa ou quer ser feliz?" É um velho dilema. Filósofos gregos já se faziam a pergunta há mais de vinte séculos: uns defendiam que fazer o que é correto, o que deve ser feito, é o caminho para a felicidade; outros argumentavam que tal conciliação é impossível.

Ética e felicidade na Grécia Antiga​​

Pródico de Ceos (século V a.C.), um sofista, acreditava que ética e felicidade eram excludentes. Ele citava o exemplo da escolha de Hércules. Segundo a mitologia, o herói se deparara com duas deusas, a felicidade e a virtude, que o convidavam a viver duas vias distintas. Hércules optava pela virtude em detrimento dos prazeres passageiros. Já Aristóteles (século IV a.C.) pensava que ética e felicidade eram complementares: a primeira como o meio, a outra, como fim.

O dilema vive no Brasil hoje. E se acirrou há poucas semanas com a publicação do artigo do economista Gustavo Ioschpe, colunista de VEJA, intitulado "Devo educar meus filhos para serem éticos?" Ioschpe revelou a apreensão de criar filhos em uma nação às voltas com problemas éticos de estaturas variadas — da ausência de pontualidade para compromissos à ausência de honestidade para governar. A certa altura, ele apresentou assim seu dilema: "Será que o melhor que poderia fazer para preparar meus filhos para viver no Brasil seria não aprisioná-los na cela da consciência, do diálogo consigo mesmos, da preocupação com a integridade?" Foi a senha para que milhares de leitores se manifestassem, compartilhando apreensão idêntica.

Mais de 30.000 pessoas recomendaram o texto, reproduzido em VEJA.com, utilizando recurso do Facebook; centenas deixaram comentários ao artigo e espalharam as ideias contidas nele pela internet. Muitos aproveitaram a ocasião para contar suas histórias, seus dilemas. É o caso de Márcia Costa e dos demais pais ouvidos nesta reportagem. "Temos que criar nossos filhos para serem do bem ou para se darem bem? A preocupação é o quão inocente nossos filhos vão ser se forem educados para serem do bem", diz a tradutora Samira Regina Favaro Gris. A médica Denise Zeoti acrescenta: "A ideia de passar valores para minha filha e torná-la uma presa fácil me assusta. Quero que ela seja uma pessoa ética, correta, mas não quero que ela seja passada para trás." 

Leitores falam sobre o dilema ético na criação de filhos

Sandra Capaldi Arruda, engenheira florestal, Piracicaba (SP)

Sandra com a filha Laura e o marido, Marco Aurélio
"Havia algumas regras na escola da minha filha. Uma delas: todos os alunos têm que usar uniformes. Outra: na aula de educação física, as meninas devem prender o cabelo. Um dia, fui à escola e percebi que nenhum estudante usava o uniforme. Na aula de educação física, todas as meninas tinham os cabelos soltos. Comecei a me fazer perguntas: 'Se é uma norma, por que ninguém cobra seu cumprimento?' Mais uma: 'Será que estou sendo muito exigente com minha filha?' Apesar das dúvidas, continuo com a certeza de que as regras são importantes. Se você não exige das crianças respeito às normas, como querer que elas façam isso quando forem adultas?"

Do ponto de vista filosófico, ética é um conjunto de valores e princípios que define os limites de ação de cada ser humano. "Esse conjunto nos orienta em três questões fundamentais, intrinsicamente ligadas à nossa liberdade individual: Quero? Posso? Devo? Minha resposta depende dos princípios éticos que adoto", diz o filósofo Mario Sergio Cortella. É uma questão simples de compreender quando aplicada à prática. De maneira geral, queremos muitas coisas: em alguns casos, podemos até obtê-las (ou realizá-las), mas, em outros, não devemos alcançá-las. Pode ser o caso de parar o carro em fila dupla na porta da escola dos filhos; pode ser o caso de desviar dinheiro dos cofres públicos. Pessoas eticamente saudáveis, prossegue a filosofia, são aquelas que podem, mas não fazem o que é errado.

Cortella: felicidade com ética
Quando se trata de ética, portanto, há sempre um choque entre princípios e ações individuais e coletivos. Seria mais correto, aliás, falar em éticas — no plural. Cortella tem um inusitado exemplo para explicar como elas se chocam, e como, no convívio social, a ética se impõe aos interesses individuais. É a análise do caso de uma casca de banana atirada ao chão. "Quem a atirou ali propositalmente seguiu a ética tola, egoísta. Quem viu a casca, mas não a retirou, agiu segundo a ética da omissão. Finalmente, quem jogou a casca no lixo seguiu a ética da vida coletiva."

Criar filhos no Brasil demanda preocupação extra por causa dos tipos de ética que se chocam no ambiente público. Afinal, como convencer os filhos de que é preciso falar sempre a verdade quando um deputado federal preso por desvio de dinheiro público é absolvido por seu pares, que asseguram a ele o mandato de representante do povo? "Uma sociedade em que os poderosos não são presos, em que nem todos são iguais perante a lei, vive uma contradição ética. Em público você quer parecer igualitário, mas por baixo dos panos, para seus parentes, você usa a ética da desigualdade", diz o antropólogo Roberto Da Matta.

A ética — a da igualdade — pode ser o caminho mais longo e árduo para os brasileiros, em geral, e para os pais, em particular, rumo à felicidade. Mas é, segundo filósofo Cortella, certamente o único. "Não é possível ser feliz quando não se tem paz de consciência. Quem age de acordo com a conveniência do momento, prega uma ideia e aplica outra, não terá essa paz. Esse sofre de esquizofrenia ética", diz. "Agir de acordo com o que consideramos correto é o que traz paz de espírito." No artigo que levantou a discussão, Gustavo Ioschpe, logo após apresentar seu dilema, concluiu que deixar de transmistir a seus filhos um legado ético era uma decisão insustentável. O norte é mesmo a ética.

11 de julho de 2013

Porque a Festa Literária Internacional de Paraty não está com nada

Do Mídia sem máscara:

Alguém e ninguém

Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás.

Tentando justificar a ausência de escritores liberais e conservadores na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, assim se pronunciaram os seus mais destacados representantes: 

Miguel Conde, curador: “Não acho que escritores associados à direita sejam numerosos. Tenho até dificuldade em pensar em nomes.”

Sérgio Miceli, membro da principal mesa de debates : “Bons pensadores à direita são peça rara no país.”

Milton Hatoum, conferencista encarregado da palestra de abertura : “De escritor importante no Brasil, não me lembro de nenhum de direita.”

Dada a relevância dos personagens, não creio exagerar ao supor que suas opiniões e seu nível de cultura exemplificam a média dos participantes, excetuada a hipótese, hedionda mas plausível, de que ela vá daí para baixo.

Nesse sentido, a FLIP é a mais espetacular amostra viva da completa destruição da alta cultura no país, substituída pela tagarelice autopromocional de usurpadores e carreiristas barbaramente incultos e infinitamente presunçosos, cuja sobrevivência no cenário intelectual só se deve a três fatores: (1) proteção governamental, (2) interbadalação mafiosa, (3) sistemática e preventiva exclusão dos adversários reais e possíveis.

O fator 3 vem sendo aplicado com tal perseverança, que acabou por moldar a cabeça dos seus mesmos praticantes. Primeiro eles se recusam a falar de um autor, depois concluem, do seu próprio silêncio, que ele não existe. Sua regra áurea é o argumentum ad ignorantiam: “Tudo aquilo que eu não sei ou que esqueci é inexistente, nulo ou irrelevante.”

Os três citados mostraram mais ignorância da cultura brasileira do que se poderia tolerar – mas não aprovar – em alunos de ginásio. Não vou discutir com esses palhaços. Vou fornecer ao leitor um breve mostruário daquilo que eles, tomando a sua própria ignorância como medida da realidade, dizem ser inexistente ou quase.

Eis aqui, colhidos a esmo, uns poucos nomes de escritores e outros intelectuais brasileiros de ontem e de hoje, todos mais que consagrados (muitos internacionalmente), tidos como “de direita” seja por eles próprios, seja por seus detratores esquerdistas:

Afonso d’Escragnolle Taunay
Alberto Oliva
Ângelo Monteiro
Antônio Olinto
Antônio Paim
Arthur César Ferreira Reis
Augusto Frederico Schmidt
Bruno Garschagen
Bruno Tolentino
Carlos Lacerda
Cornélio Penna
Demétrio Magnoli
Denis Rosenfield
Diogo Mainardi
Dora Ferreira da Silva
Eduardo Gianetti da Fonseca
Eduardo Prado
Eugênio Gudin
Gerardo Mello Mourão
Gilberto de Mello Kujawski
Gilberto Freyre
Gustavo Corção
Heitor de Paola
Heraldo Barbuy
Ignácio da Silva Telles
Irineu Strenger
Ives Gandra da Silva Martins
João Camilo de Oliveira Torres
João de Scantimburgo
Joaquim Nabuco
Jorge Caldeira
José Américo de Almeida
José Guilherme Merquior
José Osvaldo de Meira Penna
Josué Montello
Júlio de Mesquita Filho
Leonardo Prota
Leonel Franca (Pe.)
Lúcio Cardoso
Luís Viana Filho
Luiz Felipe Pondé
Machado de Assis
Manuel Bandeira
Maria José de Queiroz
Mário Ferreira dos Santos
Mário Guerreiro
Mário Vieira de Mello
Maurílio Penido (Pe.)
Miguel Reale
Milton Campos
Nelson Rodrigues
Nicolas Boer
Octavio de Faria
Oliveira Lima
Oliveira Vianna
Otto Maria Carpeaux (primeira fase)
Paulo Francis (segunda fase)
Paulo Mercadante
Paulo Ricardo de Azevedo (Pe.)
Pedro Calmon
Percival Puggina
Plínio Barreto
Rachel de Queiroz
Reinaldo Azevedo
Renato Cirell Czerna
Ricardo Velez Rodriguez
Roberto Campos
Roberto Fendt Júnior
Rodrigo Gurgel
Romano Galeffi
Roque Spencer Maciel de Barros
Ruy Barbosa
Vicente Ferreira da Silva
Vilém Flusser
Wilson Martins.

Faço a lista no improviso e de memória, porque tenho alguma e porque estudei. Os anões da FLIP não sabem nada, não são intelectuais exceto no sentido muito elástico e gramsciano do termo, isto é, agentes de organizações de esquerda encarregados de “ocupar espaços” na mídia, nas universidades e no movimento editorial e ali abrir vagas para seus parceiros de militância, vetando o acesso de candidatos politicamente indesejáveis. O establishment esquerdista recompensa-os generosamente ao ponto de induzir cada um à ilusão de que é mesmo, como diria Léon Bloy, “aquilo que se convencionou chamar de alguém” -- e de que tudo o mais é um vasto ninguém.

Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás. Pessoas que desconhecem a cultura brasileira não têm nenhum direito de representá-la e de ser subsidiadas para isso pelos já tão espoliados e exaustos contribuintes. A FLIP não é um acontecimento da esfera intelectual, é só mais um episódio banal da corrupção avassaladora que tomou conta deste país.
* * *
MercadanteAssinalo aqui, de passagem e com imensa tristeza, o recente falecimento de um queridíssimo amigo, o escritor e filósofo Paulo Mercadante, uma das inteligências mais lúcidas e produtivas que este país já conheceu.
Comunista na juventude, Paulo rompeu com o Partido após a denúncia dos crimes de Stálin por Nikita Kruschev em 1956, e formou, com Antônio Paim e outros, o núcleo do que viria a ser a corrente liberal do pensamento brasileiro nas décadas seguintes.
Paulo Mercadante foi o homem mais gentil, bondoso e generoso que conheci, além de autor de pelo menos um clássico indiscutível (A Consciência Conservadora no Brasil) e de notáveis ensaios filosóficos que pairam léguas acima das cabecinhas da FLIP.

19 de junho de 2013

Jogo de encaixe com material reciclável para Educação Infantil

                Na educação infantil tudo é possível, é um mundo mágico em que o lúdico deve estar constantemente embutido no dia a dia da criança. Ao mesmo tempo, estamos em um momento de reutilização de materiais  reciclados. Montar brinquedos e jogos com  materiais recicláveis podem ser de grande valia se bem estruturados e elaborados.
               O brinquedo abaixo é destinado a criança de 2 a 3 anos. Qualquer educador pode estar montando e utilizando como apoio pedagógico. Podemos desenvolver a coordenação motora fina no momento do encaixe, vizualização de cores, classificação de cores, de formas...
                 Material necessário: Uma caixa grande; várias caixas pequenas de remédios, perfumes, chá; tinta guache; fita durex coloridas; folhas de papel rascunho para fazer as bolinhas.






26 de maio de 2013

Teóricos

Lev Vygotsky



      Para Vygotsky o convívio social é fundamental. A criança nasce com funções psicológicas elementares e com o convívio social, estas se transformam em funções psicológicas superiores. Cada indivíduo internaliza de uma maneira o conhecimento. 
     Existem dois tipos de conhecimentos: os do "cotidiano" e os "científicos". Quanto a aprendizagem, existem 3 esferas importantes: 
        1)  Zona de desenvolvimento potencial: É tudo aquilo que a criança não domina mas pode vir a ser capaz de realizar.
       2) Zona de desenvolvimento proximal: É aquilo que a criança é capaz de realizar com ajuda de outras pessoas.
        3) Zona de desenvolvimento real: É tudo aquilo que a criança já está apta a realizar sozinha.
      O erro e o acerto devem ser percebidos como indicador dos conhecimentos que precisam ser estimulados e não vistos como incapacidade. A correção possibilita ao aluno perceber quais conhecimentos ainda não domina e reorientar sua compreensão.


Piaget


          As diferenças do ritmo de aprendizagem ocorrem em virtude da estimulação do meio ambiente cultural e social, da motivação, das diferentes potencialidades de cada criança (herança genética) e, ainda do exercício dessas potencialidades.
          Estágios:
           1) Sensório-motor (0 a 2 anos): Utiliza apenas movimentos e órgãos do sentidos, sem pensamentos ou representações. Se finda por volta dos 2 anos com a formação da função simbólica.
             2) Pré-operatório (2 aos 7 anos): É marcante a função simbólica que permite representar objetos e elementos na sua ausência por meio de sinais
           3) Operações concretas (7 a 11/12 anos): A criança começa a perceber o "princípio da invariância", capacidade de perceber a reciprocidade e constância de relações entre quantidades.
            4) Operações formais (11/12 anos em diante): A criança é capaz de formular hipóteses, realizar implicações, disjunções...
           Para Piaget o professor é um facilitador do processo de aprendizagem. O errar é visto como um momento necessário de aprendizagem.


Henri Wallon

             Wallon procura entender a pessoa completa, integrada ao meio com seus aspectos afetivos, cognitivos e motores. Considera o sujeito como geneticamente social.
                A pessoa  deve ser vista como parte integrante do meio e o processo de socialização acontece pelo contato com a produção do outro (texto, pintura, música...).

Philippe Perrenoud

           O aspecto principal de Perrenoud é a competência. É mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar situações. A educação deve caminhar no sentido de que alunos e professores se conscientizem de suas capacidades, respeitando as diferenças.
          Competência é um conjunto de esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação, enquanto a habilidade é menos ampla e pode servir a várias competências.


                Algumas considerações vistas em um curso:

             1) Wallon, Vygotsky e Piaget: suas ideias se completam.
             2) Wallon e Vygotsky dão uma ênfase na dimensão cultural.
            3) Piaget dá grande contribuição no aspecto cognitivo, Vygotsky nos aspectos sócio-históricos e Wallon nos aspectos afetivos.
           4) Piaget se interessava em entender o desenvolvimento do conhecimento e para isso teve que estudar o desenvolvimento da criança. Para ele o conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade (sujeito ativo) e para Vygotsky o conhecimento se dá a partir das relações intra e inter pessoais.
         5) Wallon tenta entender o desenvolvimento psicológico e em consequência o desenvolvimento do conhecimento. Procura entender a pessoa completa, em suas dimensões emotivas, motoras, cognitivas e biológicas.
         6) Para Perrenoud os professores precisam estar em formação permanente compreendendo a aprendizagem como atrelada a vários saberes.



           
 

25 de maio de 2013

Quebra - cabeça com caixas de leite e caixas de creme dental

Muito fácil de fazer e as crianças adoram brincar. Para as crianças de 2 e 3 anos é importante confeccionar com caixas de leite pois as figuras ficam maiores. Já para as crianças de 4 anos ou mais, o quebra-cabeça pode ser confeccionado com caixa de creme dental para que possa dar um maior número de peças.

Encapei com papel rascunho e depois pintei com tinta guache. Então colei as figuras já cortadas.





300.000 visitantes

 

Olá a todos. Hoje chegamos à significativa contagem de 300.000 visitantes. O que começou como um simples passatempo, hoje alcançou uma expressiva marca. Agradeço a todos que, esporádica ou episodicamente têm feito parte desta história de acompanhamento de assuntos ligados ao ensino e à aprendizagem. Agradeço ao Criador pela inspiração e à minha família que sempre me apoiou na jornada deste  espaço cultural, que aconteceu de forma paralela com minha trajetória de Pedagoga. Que venham mais 300.000.

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